quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nada de novo há...

Hoje estamos com 38 semanas e 3 dias. Há 2 dias as contrações aumentaram, e de vez em quando ensaiam uma regularidade (a cada 40 minutos, depois a cada 20 minutos, depois a cada 1 hora...), mas no fim não dá em nada. Na verdade, dá: a expectativa aumenta, as dores são cada vez mais bem vindas, e fica até uma certa frustração quando param!

Esses dias, coincidência ou não, estou muuuito mais enjoada. E agora ainda ganhei dores de estômago. Comer está bem difícil, parece que não consigo digerir nada, mas, se não como por muitas horas, fico com fraqueza. Nem o Nausedron, nem o Mylanta estão ajudando muito!

Enfim, tenho ficado aqui, quietinha, esperando. Amanhã temos consulta com o anestesista, e Dra. Flávia na sexta.

Hoje recebemos a visita do Vovô Tonico e da Vovó Lídia, passando pela cidade. Ficaram conosco pouquinho tempo, mas trouxeram um montão de presentes: um casaquinho lindo feito pela Tia Eunice (uma graça, que capricho!), um sapatinho vermelho e mais um casaquinho (feito pela bisavó Maria) de uma prima que acabaram de visitar em Ribeirão, cabideirinhos de parede pintados pela Vovó Lídia e blusas lindas com detalhes em patchwork. Trouxeram também para a Ana Clara uma poesia declamada pela vovó (ela não me passou escrita, vou esperar que mande e eu coloco aqui para vocês) e duas mudas de ipê, um amarelo e um rosa, em uma referência ao mês de agosto. Elas vão crescer junto com a Ana Clara, e darão flores de presente em todos os seus aniversários!

2 comentários:

  1. Fico esperando para ler a poesia da vovó Lidia. Mas gostei mesmo das mudinhas de Ipê, presente sensacional, acho muito legal essa história de uma árvore crescer junto com a criança. Um dia a aninha vai poder falar para os filhos que aquele ipe cresceu junto com ela...

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  2. Esclarecimentos à Aninha sobre o porque da poesia.
    Sempre que viajámos no mês de agosto, as crianças (Felipe e seu irmão André)ouviam, compulsoriamente, a mãe recitar essa poesia decorada na infância. Primeiro porque ela sempre tem uma poesia para cada momento e, segundo, porque nada mais lindo do que o ipê florido num período de sêca destacando-se maravilhosamente num cenário árido. A vovó só não decorou o nome do autor.
    Agora, nesse agosto tão especial para tanta gente que aguarda a chegada de Ana Clara, nossa neta ganha duas mudas de ipê: uma amarela lembrando o explendor do ouro (afinal, Aninha já é uma jóia) e outra de flores rosas que dispensa comentários. Aquí está a poesia, ou um trecho dela:

    “ quando no mês de agosto as arvores descansam,e se envolvem a dormir num lençol de fumaça, tudo é árido e triste e no ar se balançam, galhos secos e nus pela paisagem baça.
    É então que num milagre bom da natureza, que por certo o guardou em mágico tesouro,que nas várzeas e campos espargindo beleza, surge o ipê florindo as suas flores de ouro”

    Beijos
    A.Carlos

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