Parou para olhar.

Olhou para a moça que vinha.

E mostrou para ela.

O comentário da moça para ela foi absolutamente tocante: "sim, meu amor, é um irmão nosso...". Era véspera de Natal em Juiz de Fora, MG.
Enquanto ela fica dando cambalhotas na minha barriga, eu fico imaginando como ela vai ser, inventando milhões de detalhes, de roupinhas a brinquedinhos, só pra arrumar um jeito de dizer "vem, chega logo, que papai e mamãe não vêem a hora de te ter nos braços, e tá cheio de gente te esperando aqui fora!". Como é que se pode amar tanto alguém que nem se conhece ainda?